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Muitos dos acusados são pessoas solitárias, muitas vezes com sintomas de depressão, sentindo-se frustradas ou humilhadas por causa de sua deficiência. Pessoas com problemas neurológicos podem apresentar alterações de humor, ansiedade ou irritabilidade. Nos momentos difíceis, o cuidador de idosos é obrigado a manter uma conversa de apoio com o enfermo, para confortar, apontar os aspectos positivos da vida, não para negar uma situação de vida difícil, mas também para não deprimir.
A velhice está irrevogavelmente associada ao medo da morte, razão pela qual os idosos muitas vezes abordam esse tema e buscam apoio. A religião e a crença na vida após a morte são importantes nesses momentos – se o cuidador for descrente, ela deve respeitar a fé de sua pupila e não deve de forma alguma convencê-la a ter opiniões diferentes. As pessoas mais velhas sentem-se muitas vezes excluídas da vida social e cultural devido às suas capacidades reduzidas.
O papel do cuidador é a ativação cultural e social de seus pupilos. Os idosos podem ser incentivados a convidar parentes ou amigos da mesma idade, a fazer amigos nas proximidades e a organizar festas familiares para eles por ocasião de aniversários, datas comemorativas ou feriados.
O cuidador de idosos pode incentivar o enfermo a participar de clubes de idosos, a ir ao cinema ou teatro e possibilitar a participação em serviços religiosos. Conversar sobre a atualidade do país e do mundo, ler livros e a imprensa juntos ou assistir TV também ajuda o pupilo a manter o bom humor. A sensação de tédio e monotonia no idoso pode levar ao aparecimento de humores depressivos,
Said SP – Cuidadores de Idosos
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